segunda-feira, janeiro 22, 2007

Pedro e os Lobos dos Tempos Modernos...


A propósito do visionamento do clássico conto Pedro e o Lobo e da realização de actividades de multimédia sobre o enredo, a turma reescreveu o texto, adaptando-o e "actualizando-o" através da técnica da escrita em grupo. No final da actividade, cada aluno propôs uma conclusão para a história colectiva.
" Era uma vez... um "puto" chamado Pedro, O Ernesto, que andava sempre com o seu rafeiro. Eles foram viver para Casal de Cambra e o cão Narciso (que era muito "Dahaaaa") começou a frequentar os piores sítios do Bairro (especialmente os túneis) onde parava o Bando dos Pitbull...
Este bando roubava, organizava lutas ilegais, traficava droga, batia em miúdos, idosos e mulheres. Pedro, O Ernesto, juntou-se ao gang e como primeiro teste deixaram-no organizar uma luta de cães. Numa noite de lua cheia, sexta-feira 13, debaixo do túnel, alumiado por velhos candeeiros de luzes tremeluzentes, começou a "fight":
- "Are you ready?" - gritava Pedro ao lado do rafeiro, Narciso.
Os cães morderam-se ferozmente, começando a ficar todos cobertos de sangue e a dada altura Narciso, já só com meia orelha pendurada ao pé do pescoço, sentiu-se à beira da morte. Por sua vez o outro cão, um pastor alemão, só tinha uns arranhõezitos nas patas e na boca.
-"Oh, no! - cried Peter - Narciso, I´m sorry!"
Mas era tarde... Narciso fitou o dono e desfaleceu..."

4 Comments:

At 3:48 p.m., Anonymous Anónimo said...

Pedro ficou tão triste que prometeu a Narciso que iria sair desse bando e que nunca mais iria querer entrar noutro gang, e assim foi!Mudou de casa foi morar para o Algueirão com o seu avô,onde tudo é bonito com jardins, parques e boas pessoas.
- Nunca te esquecerei, meu amigo!disse Pedro, ssussurando.
O avô como viu que Pedro estava muito triste por ter perdido Narciso, ofereceu-lhe um caniche, Pedro adorou e pos-lhe o nome de Narciso.
Pedro aprendeu que quando quer alguma coisa não se pode sacrificar os outros para conseguir o que quer.
Ana Sofia

 
At 10:54 a.m., Anonymous Anónimo said...

Que história comovente! Se há coisa que não suporto são os maus tratos a animais. Pobres bichos que não têm culpa da estupidez humana... Infelizmente a luta de cães é uma realidade em muitos países, porque há quem faça muito dinheiro à custa delas. Mas quem já teve um cão seu amigo que lhe faz companhia nos dias de solidão, que lhe dá mimo nos dias de tristeza e que brinca alegremente em jogos de cumplicidade, sabe que um amigo não pode ser atirado para semelhante atrocidade! Até os gatos podem ser bons amigos! O meu gato Matias, meu companheiro inseparável ao longo de 11 anos, morreu em Outubro passado e ainda hoje morro de saudades daquela bola fofa de pêlo!!
O cão dos meus pais é grande amigalhaço do meu filho de 3 anos: andam sempre juntos e já chegou ao ponto de eu estar a ralhar com o rapaz por uma asneira que ele tinha feito e o cão desata a ladrar-me para defender o seu amigo!
Dedicação como esta... nem os humanos!
Sofia Diniz

 
At 12:12 a.m., Anonymous Anónimo said...

Quando o Nodi morreu, tinha 19 anos. Tive de o levar para ser abatido, sofria horrores, não havia salvação; eu, que acabara de tirar a carta, que tinha um carro a cair de velho, lá fui a conduzir, com a minha mãe ao lado, à Sociedade Protectora dos Animais e fiquei 1 hora abraçada a ele, a despedir-me. Jurei que nunca mais choraria como chorei por aquele caniche médio, irascível, companheiro único, oferecido quando os meus pais se separaram para me mitigar a dor. Um dia, nem dois meses depois de tanto choro, num passeio pelo Meco, olhei para o lado e estava lá um rafeiro bebé, amarelo, esquisitíssimo, dono de um olhar ímpar. O NICOLAU. Até hoje. Vive com a minha mãe, tomou-lhe as manias, envelheceu com ela; passaram já mais de 15 anos. Um dia vamos ter novo desgosto. Desta vez, já as duas jurámos que não voltaremos a ter mais nenhum.
Lucia

 
At 3:49 p.m., Anonymous Anónimo said...

(Continuação do texto do Pedro e o lobo)
...O coitado do cão morreu. Pedro, o Ernesto, ficou muito triste e deixou cair algumas lágrimas.
Nesse momento ele viu que não era propriamente entrar para o “gang” que ele queria. Assim voltou a estar só, mas desta vez estava mesmo completamente só porque Lúcifer falecera.
Mais tarde para tentar conseguir esquecer o problema em que se metera, arranjou um pequeno trabalho comunitário em que conseguia ser útil. Foi ajudar no canil de Lisboa onde gostava muito de estar e se sentia bem.

 

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